CUBA: Ameaça de restauração capitalista
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Esse Blog foi criado para o debate com alunos de 6º a 9º anos do fundamental, alunos do ensino médio, pré-vestibular e professores, assim como qualquer interessado nos temas centrais e mais atuais da Geografia.
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quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Atual momento vivido por Cuba, último baloarte socialista?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
O golpe no Equador e o terrível inverno político latino-americano que se avizinha
O golpe no Equador e o terrível inverno político latino-americano que se avizinha

Na semana em que a secretária de estado ianque pediu desculpas públicas aos guatemaltecos pela realização, entre 1946 e 1948, de pesquisas médicas em encarcerados, mulheres e doentes mentais daquela nacionalidade com o intuito de testar a capacidade da penicilina na cura da sífilis (inclusive,notícia publicada pela grande mídia), o continente nuestro-americanoassiste, apreensivo, a mais uma tentativa de golpe de estado em um país da aliança bolivariana.
O Equador, do presidente Rafael Correa, teve suas instituições atacadas por um setor da polícia que teria sofrido diminuições em sua renda por conta da nova Lei de Servidores Públicos (ver comentários técnico-jurídicos sobre a referida lei) que lhes retirou uma série de benefícios, os quais seriam compensados por incrementos salariais ou soldos, segundo o governo.
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Mais que, porém, defender a democracia equatoriana, ou a “revolução cidadã” de Correa (como fizeram várias organizações populares, tais quais aVia Campesina), na qual se inclui a inovadora constituição do Equador (certamente, símbolo máximo do novo constitucionalismo latino-americano, tendo por artífices juristas progressistas do continente como Roberto Gargarela e Caterine Walsh), cabe levantar alguns pontos importantes para se pensar o que ocorre em nosso continente. Vários e importantes teóricos latino-americanos, há algum tempo, anunciavam: “vivemos uma primavera política”. Mas será mesmo? Ainda que esta questão também seja relevante, não é a ela que quero me dedicar e sim ao conjunto de episódios que assolam, há uma década, a América Latina e o que se pode fazer a partir dessa análise mínima.
Desde a ascensão de Hugo Chávez ao poder na Venezuela, vimos vários acontecimentos que tiveram o condão de consolidar uma primavera continental, mas outros tantos que apontam para um rigoroso inverno. Talvez, dentre os principais destes últimos esteja o parco avanço da estratégia bolivariana (que, por si, já é passível de algum questionamento) e a incrível escalada cooptadora nos supostos governos progressistas, em especial, da América do Sul. Mas, sem dúvida alguma, o principal índice meteorológico do inverno rigoroso que se anuncia é a série de golpes de estados a que o continente assiste estarrecido. E pior: contra estes golpes, apenas um discurso e em uníssono – a defesa da legalidade e da constituição!
Não que a defesa da legalidade e do regime constitucional seja, universalmente, uma tática equivocada. No entanto, quando esta tática – parcial por natureza, justamente por ser tática – se torna o horizonte inultrapassável de nosso tempo, um verdadeiro “fim da política”, a estratégia última e utópica de um conjunto geracional, aí sim devemos todos permanecer alerta.
O golpe contra o presidente venezuelano Chávez (documentado de forma incrivelmente direta pela película “A revolução não será televisionada”); a sedição encampada na Bolívia do presidente Evo Morales; e agora a sublevação policialesca no terceiro tripé bolivariano da América do Sul, ou seja, no Equador; todos estes episódios de extremada relevância registram a sucessiva (poderia dizer, até, galopante) organização das forças regressistasno continente, sob a égide da aliança das elites nacionais com o poder imperial (ainda que, como sempre aliás, velada) de amplos setores das diplomacias e governos de países do capitalismo chamado tardio e das corporações transnacionais. Aliados a estas tentativas frustras de golpes, estão os acontecimentos de Honduras e a vergonhosa deposição do presidente Zelaia, assim como a postura política de colombianos e peruanos e a potentíssima ideologia de cooptação nacional popular dos governos do Brasil, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai (claro, há de se ressalvar que cada uma destas localidades tem inúmeras peculiaridades e que, por isso, sempre há algo de arbitrário em classificá-las todas de uma mesma forma). Somada a tudo isto, a situação espoliativa no Haiti e a marcha de contínuas repressões no resto do continente, mormente com relação aos movimentos e organizações sociais e populares.
Se, por um lado, o presidente equatoriano Correa pôde resistir heroicamente, bradando:“Si me quieren matar, mantenme”; por outro, parece evidente que não há resistência suficientemente construída para o continente agüentar esta contra-ofensiva. Basta lembrar da postura, ainda que simpática, mas um tanto vacilante, do presidente hondurenho, longe que esteve de honrar o discípulo de Martí que não titubeou ao vociferar: “pátria ou morte!” Sim, o povo sempre resiste. Mas a resistência, é urgente que percebamos!, precisa ser vivida como positividade e não apenas como defesa. Neste caso, a melhor defesa está longe de ser o melhor ataque. Aqui, só se pode defender a vida e nada mais. Sobrevida, portanto, sobredefesa.E esta denúncia está clara para os principais dirigentes dos países da ALBA. Evo Morales é enfático: os EUAAS executam treinamentos militares em territórios peruano e colombiano e vêm orquestrando golpes de estado na região. Segundo ele (conforme relatado em notícia intitulada “Morales acusa a EE.UU. de preparar golpistas en Perú y en Colombia”), os quatro grandes golpes efetivados na última década – a década da consolidação da democracia no continente! – foram levados a cabo por estas intenções imperialistas.
Daí voltar a fazer sentido o discurso de Golberi do Couto e Silva, para quem, astutamente, o ocidente precisava da América Latina, assim como esta necessitava daquele, e que, numa impressionante inversão do ideário latino-americanista, dizia: “para nós, povos desta outra América ainda embrionária e em luta com a miséria e a fome, o penhor supremo da redenção é o senso das responsabilidades próprias na defesa do Ocidente”. E o que significava esta defesa, a qual ganhou o nome pouco oportuno de defesa ou segurança nacional? Eis a resposta: “que estaremos prontos a defender, sem tegiversações covardes nem subterfúgios desonrosos, quando soar a hora extrema da prova”. E esta prova é a prova de fogo da guerra: “essa é a guerra – total, permanente, global, apocalíptica – que se desenha, desde já, no horizonte sombrio de nossa era conturbada. E só nos resta, nações de qualquer quadrante do mundo, prepararmo-nos para ela, com determinação, com clarividência e com fé”. São trechos, das conclusões e da introdução, do livro de Couto e Silva, chamado “Geopolítica do Brasil” e escrito em 1966.
É claro que se trata de texto inserido no temor contextual do anticomunismo, bem como na guerra fria, na qual o ocidente capitalista se contrapunha ao oriente, nem tão socialista assim. De qualquer forma, a clareza histórica das linhas, para quem as lê, é surpreendente, mesmo porque pede bênção (ou reconhecimento) aos países desenvolvidos e, em especial, aos Estados Unidos da América Anglo-Saxã. E tudo o que vivemos hoje parece, infelizmente, lembrar os tempos em que se preparavam paramilitares no Panamá. Agora, é na Colômbia e no Peru. Ontem, o padre Camilo Torres pagara com sua vida. Hoje, John Saxe-Fernández e Noam Chomskyesbravejam diuturnamente contra as bases militares que rodeiam a ALBA.
E o que fazemos nós? Não quero com isso recair em nenhum simplismo do tipo: “peguemos em armas!” Mas é necessário compreender que a geopolítica nunca se purificou e se há alguma grande lição a partir do pensamento de Golberi é isto: a geopolítica continua utilizando armas, ainda que dentre estas estejam também, e fortemente, os meios de comunicação e a indústria do entretenimento.
O estado de exceção instaurado, oficialmente, por Correa, no Equador, talvez deixe sem chão os teóricos da vida nua (a não ser que o conceito – estado de exceção – se molde apenas a situações particulares – e daí seria preciso limpar o terreno e voltarmos à noção de poder, já no velho Bênjamin). Daí que nem o constitucionalismo nem o novo constitucionalismo nem mesmo um futuro novíssimo constituciomalismo nos sejam suficientes. É a consciência do povo quem ditará os rumos destes processos, que continuam a ter nas armas combatentes ferozes – e, por ora, combatentes apenas inimigos. Talvez ainda Cuba e Nicarágua (países também membros da ALBA) possam complementar os ensinamentos de Venezuela, Bolívia e Equador. Não desperdicemos quaisquer experiências, pois que são preciosas todas elas e toda consciência tem de se fazer objetiva também.
POSTADO POR RICARDO PRESTES PAZELLO - http://assessoriajuridicapopular.blogspot.com/2010/10/o-golpe-no-equador-e-o-terrivel-inverno.html
sábado, 17 de julho de 2010
GOVERNO DE HUGO CHÁVEZ CRÍTICAS E ELOGIOS
GRUPO: ANA LAURA
CAROLINE BERNARDONI
LUIZA FIUZA
MARINA SEGALOTE
TURMA: 801 – 8º ANO
PROFESSORA: PEDRO
MATÉRIA: GEOGRAFIA
SUMÁRIO
Ø Introdução
Ø Desenvolvimento
o Vida pessoal de Hugo Chávez
o Governo de Hugo Chávez
o Quem foi Simon Bolívar?
o Interferências e influências do presidente venezuelano nos países vizinhos
o Críticas
o Elogios
Ø Conclusão
Ø Referências bibliográficas
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo apresentar dados sobre o governo de Hugo Chávez, presidente da Venezuela, mostrando críticas e elogios sobre seu governo.
Filho de professores, Hugo Rafael Chávez Frias, Sabaneta, 28 de julho de 1954, foi criado pela avó paterna. Estudou na cidade de Barinas e era amante dos esportes, em particular do basebol.
Aos 17 anos, Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, onde se graduou em 1975 em ciências e artes militares, ramo de engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingindo o posto de tenente-coronel.
Casou-se duas vezes: a primeira com Nancy Colmenares, com quem teve três filhos e a segunda com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003 e com quem teve uma filha. Manteve ainda uma relação amorosa durante cerca de dez anos com a historiadora Herma Marksman enquanto era casado com a sua primeira esposa.
Aos 17 anos, Chávez ingressou na Academia Militar da Venezuela, onde se graduou em 1975 em ciências e artes militares, ramo de engenharia. Prosseguiu na carreira militar, atingindo o posto de tenente-coronel.
Casou-se duas vezes: a primeira com Nancy Colmenares, com quem teve três filhos e a segunda com a jornalista Marisabel Rodríguez, de quem se separou em 2003 e com quem teve uma filha. Manteve ainda uma relação amorosa durante cerca de dez anos com a historiadora Herma Marksman enquanto era casado com a sua primeira esposa.
Hugo Rafael Chávez Frías é um político e militar venezuelano. É o 53º e atual presidente da Venezuela. Como líder da Revolução Bolivariana, Chávez advoga a doutrina bolivarianista, promovendo o que denomina de socialismo do século XXI. Ele é também um crítico do neoliberalismo, da globalização, e das relações exteriores dos Estados Unidos.
No dia 4 de fevereiro de 1992, Chávez fracassou em um golpe de Estado contra o presidente Carlos Andrés Pérez. Detido, passou dois anos na cadeia. Foi libertado após o afastamento de Pérez, graças a uma anistia do novo presidente Rafael Caldera. Chávez abandonou a vida militar para se dedicar à política.
Em 1997 fundou o Movimento 5ª República. Nas eleições para a presidência, em 1998, Chávez venceu com 56% dos votos, após uma campanha contra os partidos tradicionais e promessas de combater a pobreza e a corrupção.
Logo que tomou posse, em fevereiro de 1999, dissolveu o Congresso e convocou uma Assembléia Nacional Constituinte. A nova Constituição, aprovada por referendo em dezembro do mesmo ano, alterou o nome do país para República Bolivariana da Venezuela (Bolivariana deriva de Simon Bolívar), ampliou os poderes do Executivo, permitiu uma maior intervenção do estado na economia, eliminou o Senado e reconheceu os direitos culturais e lingüísticos das comunidades indígenas.
Convocou ainda novas eleições para presidente, em 2000, nas quais Chávez foi reeleito com 55% dos votos e o Pólo Patriótico conquistou a maioria dos lugares na Assembléia Nacional. Chávez tomou posse a 22 de agosto. Apoiado na Ley Habilitante, ele pode promulgar 49 decretos em um ano, sem necessitar de aprovação da Assembléia Nacional.
Entre estes decretos estavam a Lei de Hidrocarbonetos, que fixava a participação estatal no setor petrolífero em 51%, e a Lei de Terras e Desenvolvimento Agrário, prevendo a expropriação de latifundiários. As novas leis foram contestadas pelos empresários, sindicatos, Igreja e televisões privadas, que acusavam o presidente de querer tornar a Venezuela um país socialista.
No dia 10 de dezembro de 2001, a Federação de Câmaras, de Comércio e Produção (Fedecámaras), que agrupa os setores empresariais do país, e a Confederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV) convocaram uma greve em protesto contra as medidas governamentais, mas não conseguiram revogar as leis aprovadas.
No final de fevereiro de 2002, Chávez substituiu os gestores da companhia estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) por pessoas da sua confiança, o que gerou profundas críticas. O descontentamento com a liderança de Chávez começou a atingir alguns setores do exército e antigos companheiros.
A CTV convocou uma greve para o dia 9 de abril de 2002. No dia 11, um grupo de manifestantes marchou até o palácio presidencial para pedir a demissão de Chávez, que se encontrava numa contramanifestação de apoio. Quinze pessoas acabaram mortas e mais de 100 feridas em confrontos. No dia seguinte o general Lucas Rincón, chefe das Forças Armadas, anunciou que Chávez se tinha demitido, tendo o presidente da Fedecámaras, Pedro Carmona, assumido a presidência.
Soldados leais a Chávez organizam um contragolpe, tomaram o Palácio de Miraflores e Diosdado Cabello, vice-presidente de Chávez, assumiu a liderança temporária do país. Nas horas seguintes Hugo Chávez foi libertado da prisão na ilha de La Orchila e regressou a Caracas para retomar a chefia do Estado.
Em outubro de 2002 uma nova greve paralisou o país durante nove semanas. A Coordenadora Democrática (uma coligação de partidos contra o governo chavista) pediu que fosse feita uma consulta popular na qual os venezuelanos se pronunciariam sobre a permanência ou não de Chávez no poder. O referendo de 15 de agosto de 2004 mostrou que 58,25% dos votantes apoiavam sua permanência na presidência até o fim do mandato, que ocorreria em dois anos e meio.
Em 2005 a oposição boicotou as eleições parlamentares, acusando as autoridades eleitorais de não serem imparciais. Seguidores de Chávez ocuparam todas as vagas. Em 2006 Chávez conquistou mais um mandato nas urnas, disputado com Manuel Rosales, líder da oposição.
Em 2007 Chávez assume novo mandato declarando que levará a Venezuela ao ‘Socialismo do Século XXI’. Nacionaliza empresas, como a Companhia Ânonima Nacional de Telefones da Venezuela. Chávez decide não renovara licença da emissora de TV Rádio Caracas Televisão, uma das mais antigas e tradicionais do país.
Em 2008 Chávez propõe uma alteração na constituição para permitir a reeleição ilimitada. Ordena a nacionalização da siderúrgica Sidor e o setor cimenteiro operado por transnacionais.
Em 2 de fevereiro de 2009, Chávez completa 10 anos na presidência da Venezuela. Ele sai vitorioso no referendo sobre a reeleição ilimitada. O ‘sim’ vence com pelo menos 54%. A abstenção é de 32, 95%, considerada baixa para os padrões da Venezuela.
Da cor mestiça do povão, simpático, Chávez sempre foi um sucesso de público. Soube atrelar, com habilidade, sua imagem às idéias nacionalistas de Simon Bolívar, o herói venezuelano que libertou da Espanha parte da América do Sul.
Um dos maiores vultos da história latino-americana, Bolivar comandou as revoluções que promoveram a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar Palacios y Blanco nasceu na aristocracia colonial. Recebeu excelente educação de seus tutores e conheceu as obras filosóficas greco-romanas e as iluministas.
"O novo mundo deve estar constituído por nações livres e independentes, unidas entre si por um corpo de leis em comum que regulem seus relacionamentos externos" . Nessa frase dita por Simón Bolívar pode-se ter uma ideia de que ele era um homem à frente de seu tempo, de ideias revolucionárias. Em poucas palavras ele exterioriza diversas intenções e objetivos. Analisando-se a frase por partes, observa-se a intenção de:
- Nações livres, sem o comando das metrópoles da época
- Independentes, tanto politicamente como economicamente
- União dos povos, tanto com objetivo de formar blocos, sejam políticos ou econômicos, como para discutir problemas de ordem mundial.
A ideia de "nações livres" era, provavelmente, na época, o objetivo mais importante, pois sem a liberdade, não seria possível a conquista dos outros objetivos. E para isso, Bolívar não foi só um idealizador, e sim, um verdadeiro guerreiro, enfrentando as mais diversas batalhas. Mas ele não estava sozinho nessa luta. Os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade haviam se enraizado nos povos latino-americanos, pois o que se viu não foi uma luta isolada de Simón e seus fiéis seguidores. Foram lutas por toda a América Latina, onde cada região teve o seu "libertador", como era chamado Simón.
Na questão de independência, Bolívar via como necessário não só uma nação independente, mas também democrática: "Somente a democracia, no meu conceito, é suscetível de uma liberdade absoluta" vinculando a ideia de um governo democrático, além do fato também, de ver a necessidade de que se tenha um projeto econômico.
Na terceira parte, ele propõe a união dos povos entre si "por um corpo de leis em comum que regulem seus relacionamentos externos". É mais nessa terceira parte que se pauta este trabalho, pois tais leis em comum seriam o Tratado de União, Liga e Confederação Perpétua, assinado no Congresso do Panamá.
Venezuela - As relações venezuelanas
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sempre que pode opina sobre a situação de seus vizinhos na América Latina. A convivência tem sido pacífica até o momento, mas já esbarrou em discussões que acenderam o temor de uma guerra no continente. A última intervenção de Chávez na política de outros países ocorreu nas eleições para presidente do Paraguai. O presidente Nicanor Duarte declarou que o venezuelano 'não deve meter o nariz no Paraguai'. Duarte disse que a interferência na campanha eleitoral paraguaia pode destruir sua amizade com o governo venezuelano.
Brasil
O presidente Lula mantém boas relações com Chávez, mas procura manter uma certa distância do líder venezuelano. O líder bolivariano é muito admirado em certos meios da esquerda brasileira.
Argentina - Relações suspeitas
Chávez ajudou a Argentina a sair da crise comprando títulos da dívida pública do país. No final do ano passado, surgiram suspeitas de que Chávez estaria ajudando na campanha da atual presidente Cristina Kirchner quando um venezuelano foi preso com um mala que continha US$ 790 mil.
Paraguai - Interferência eleitoral
Chávez apóia a candidatura do ex-bispo Fernando Lugo à presidência da República. Apesar de, em algumas declarações, Lugo tentar se afastar do venezuelano, seus adversários fazem questão de denunciar supostos laços entre eles. Segundo o presidente Nicanor Duarte, grupos venezuelanos estão apoiando o principal candidato da oposição - e preferido nas pesquisas -, o ex-bispo Fernando Lugo, da Aliança Patriótica para a Mudança (APC), coalizão que conta com setores de esquerda que simpatizam com Chávez.
Bolivia - Ajuda financeira e militar
O presidente Hugo Chávez é um dos maiores aliados do líder boliviano Evo Morales. Além de ajudar o governo da Bolívia com dinheiro, Chávez prometeu, no final do ano passado, intervir militarmente no país no caso de um golpe de Estado contra Morales. A Bolívia faz parte da ALBA (Alternativa Bolivariana para a América Latina e o Caribe), com Venezuela, Cuba e Nicarágua.
Equador - O aliado do Equador
O presidente equatoriano Rafael Correa é mais um dos seguidores de Chávez. O venezuelano tomou seu partido quando o exército colombiano invadiu o território do Equador para atacar um acampamento das Farc, matando Raúl Reyes. À época, Chávez enviou soldados para a fronteira com a Colômbia e retirou seu embaixador de Bogotá.
Colômbia - Relações com as Farc
O presidente Álvaro Uribe é o maior inimigo de Chávez no continente. Os dois freqüentemente trocam críticas e insultos. Entre os nomes usados por Chávez para classificar Uribe está o de 'lacaio de Bush'. Chávez também mantém relações com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e chegou a ajudar na libertação de dois reféns em janeiro.
Nicarágua - A aliança militar
O ex-guerrilheiro Daniel Ortega, atual presidente da Nicarágua, é um grande aliado de Chávez. Em janeiro, os dois chegaram a propor a criação de uma 'aliança militar antiimperialista' para defender a América Latina de um eventual ataque dos EUA. No episódio da ação militar de Bogotá que levou à morte de 23 guerrilheiros das Farc em território equatoriano, a Nicarágua também cortou relações com o país de Uribe.A Nicarágua faz parte da ALBA (Alternativa Bolivariana para a América Latina e o Caribe), com Venezuela, Cuba e Bolívia.
Cuba - O discípulo de Fidel
Hugo Chávez achou no líder Fidel Castro uma espécie de mentor e amigo. Muito próximos, Chávez faz visitas freqüentes ao cubano, ao mesmo tempo em que investe na ilha com seus petrodólares. Médicos cubanos foram enviados para trabalhar na Venezuela. Cuba faz parte da ALBA (Alternativa Bolivariana para a América Latina e o Caribe), com Venezuela, Bolívia e Nicarágua.
Hugo Chávez fecha McDonald's e Wendy's
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu ordem para fechar o McDonald’s em Caracas e restaurantes Wendy’s. Primeiro foi a Coca-Cola e a empresa que produz a Barbie (Mattel), em seguida o Twitter. As empresas americanas na Venezuela permanecem entre os principais alvos da ofensiva de
Hugo Chávez contra a propriedade privada.
A ordem para fechar o McDonald’s em Caracas e restaurantes Wendy’s vem desde os preparativos do governo para a inauguração oficial de um busto de Fidel
Castro.
O líder do partido de Hugo Chávez, Gerson Pérez, disse que a ação não deve ser classificada como xenofobia.
- É uma incoerência ideológica ter duas empresas identificadas com o império dos Estados Unidos e o Bicentenário da Revolução Bolivariana, não é xenofobia.
O presidente da Venezuela está aumentando a sua agenda socialista em face à queda dos números de aprovação de seu trabalho. A sondagem mais recente revela que a desconfiança do povo em relação ao presidente disparou para 70%, um salto 33% maior com relação aos últimos três anos. Isso inclui uma desaprovação assombrosa de 87% na sua capacidade para criar empregos.
O líder do partido de Hugo Chávez, Gerson Pérez, disse que a ação não deve ser classificada como xenofobia.
- É uma incoerência ideológica ter duas empresas identificadas com o império dos Estados Unidos e o Bicentenário da Revolução Bolivariana, não é xenofobia.
O presidente da Venezuela está aumentando a sua agenda socialista em face à queda dos números de aprovação de seu trabalho. A sondagem mais recente revela que a desconfiança do povo em relação ao presidente disparou para 70%, um salto 33% maior com relação aos últimos três anos. Isso inclui uma desaprovação assombrosa de 87% na sua capacidade para criar empregos.
Para o pesquisador do Instituto Datanalisis, Gil Yépez, o povo venezuelano está insatisfeito com as ações do governo.
- As pessoas perderam a confiança no presidente da Venezuela e não compartilham de sua ideologia, que visa a implementação de uma autocracia. O povo venezuelano, que ainda está ligado à propriedade privada, à democracia e à liberdade de expressão, tem o direito de se organizar e usar as eleições como o mecanismo para a sociedade funcionar.
- As pessoas perderam a confiança no presidente da Venezuela e não compartilham de sua ideologia, que visa a implementação de uma autocracia. O povo venezuelano, que ainda está ligado à propriedade privada, à democracia e à liberdade de expressão, tem o direito de se organizar e usar as eleições como o mecanismo para a sociedade funcionar.
Hugo Chávez insulta arcebispo de Caracas
O presidente da Venezuela chamou “troglodita” ao arcebispo de Caracas, o Cardeal Jorge Urosa, e disse que este é “indigno de ser cardeal”, durante uma sessão no parlamento venezuelano, a propósito do aniversário da declaração de independência.
“Mario Maronta (bispo de San Cristóbal) devia ser o Cardeal, porque o merece. Lá o têm, em San Cristóbal, a Conferência Episcopal quase que o mandou para o exílio. Para mim, o Cardeal é Mario Moronta”, declarou Hugo Chávez, citado pela Rádio Renascença.
O regime de Chávez tem sido largamente criticado pela Igreja Católica. A mais recente crítica, classificada pelos bispos como “um pecado que brada aos céus”, foi relativa à descoberta de mais de 20 toneladas de comida estragada num armazém do Estado, que daria para alimentar milhões de venezuelanos no período de um mês.
As palavras do chefe de Estado foram bastante criticadas pela oposição, considerando que estas insultavam não só o cardeal e a Igreja Católica, como todo o povo venezuelano.
Hugo Chávez recebe elogios de Oliver Stones
O cineasta norte-americano Oliver Stone descreveu o presidente venezuelano, Hugo Chávez, como “um soldado que fala com o coração”, momentos antes da estreia do documentário “Ao Sul da Fronteira” em Caracas, na Venezuela.
Ao comentar a sinopse do filme, o diretor explicou que, além da trajetória de Chávez, são retratadas também a transformação política e a luta contra a hegemonia dos Estados Unidos na região.
“Chávez representa um movimento em uma região que busca a mudança, busca sair da pobreza e vai contra o fato de os Estados Unidos serem o dono de todos os interesses e recursos”, afirmou.
Lula e Hugo Chávez assinam 21 acordos e trocam elogios
Após assinar 21 tratados e acordos bilaterais em diversas áreas com o Brasil, no dia 18/04/2010, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu "graças a Deus" pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ter sido eleito em 2002. Segundo ele, se a vitória petista não tivesse ocorrido, o Mercosul hoje estaria pulverizado e a Área de Livre Comércio das Américas (Alca) seria a reguladora nas relações comerciais do continente.
Citando um de seus personagens favoritos - Simon Bolívar - ele lembrou que, em 1830, o "libertador bolivariano" recebeu o então embaixador brasileiro e disse: "Um Brasil independente é garantia de uma América Latina forte".
Para o presidente venezuelano, a quem o presidente Lula, segundo informações da diplomacia brasileira, cobraria nesta visita os atrasos em pagamentos da Venezuela a empresas brasileiras, a parceria estabelecida hoje entre os dois países reflete uma mudança na percepção quanto à importância da integração latino-americana. "Em 1998, era presidente eleito e vim ao Brasil pedir apoio para que a Venezuela entrasse no Mercosul. Voltei para meu país sem resposta".
Chávez agradeceu o apoio de empresários, deputados e senadores que aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul. "Chega de um mundo bipolar ou unipolar. Bolívar já falava que o equilíbrio do universo passa por uma realidade multipolar." Ele disse ainda que Lula tem um papel essencial na construção desse mundo novo. "Quando a história brasileira for contada daqui a alguns anos, haverá um lugar especial para ti", disse Chávez ao presidente brasileiro.
Lula lembrou a primeira vez em que defendeu o presidente venezuelano, em 2002, após a tentativa de golpe sofrida por Chávez. "Eu só não fui crucificado, porque faltava madeira para fazer cruz".
Nos pronunciamentos oficiais, Lula não se referiu à questão do atraso de pagamentos a empresas brasileiros, entre as quais a Marcopolo. O presidente preferiu destacar como questão de orgulho ver empresários brasileiros dispostos a investir na Venezuela, gerando empregos, riqueza e distribuição de renda naquele país. "Nosso desejo é fazer com que a Venezuela não fique dependente apenas do petróleo que produz, mas que também possa desenvolver-se em outros campos da economia. Nós defendemos o desenvolvimento da América do Sul, não apenas do Brasil".
CONCLUSÃO
Este trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisas feitas na internet e estudos feitos em sala de aula em que pudemos aprender mais sobre o governo de Hugo Chávez.
O seu governo é muito criticado pelas suas atitudes e posturas, pois assume uma postura autocrática e socialista disfarçados de nacionalista. Considerado ditatorial quando a Assembléia Nacional, criada por ele, lhe entrega amplos poderes para decretar leis. Demite 18 mil funcionários grevistas.
Com uma grande reserva de petróleo o governo tenta se fortalecer política e economicamente no continente e no mundo.
Existe também quem apóia o governo venezuelano, pois promoveu a retomada do crescimento econômico, a redistribuição de renda e implementou vários programas sociais que promoveram melhoria da qualidade de vida e a luta contra a hegemonia dos Estados Unidos na região.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
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