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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vídeo aula sobre teorias demográficas

O vídeo apresenta as teorias: Malthusiana, Neomalthusiana e Reformista. Sendo as partes mais importantes os pontos comuns e divergentes entre as teorias Malthusianas e Neomalthusianas, além das diferenças entre essas duas e a Reformista. Observe que em quanto a teoria de Malthus e sua variação recente centram a questão social (como pobreza, fome e miséria) no ritmo e intensidade do crescimento da população ao passo que a teoria Reformista (ou Marxista) defende que a causa da questão social (por ex. pobreza, fome e miséria) é a distribuição da riqueza produzida pelo homem. Qual quer dúvida pesquise, questione e debata (estamos aqui para isso). Até a próxima pessoal. 




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Lista de Exercícios: Geografia da População

1. (Ufrj)             Imigrantes no mundo

"A imigração é um dos temas essenciais do século XXI. Nosso futuro depende de que saibamos resolver ou não este conflito. Porque de fato é um conflito...."
            Trecho de carta de Rosa Montero - imigrante em Madri. In "El País" - 14 / 15 / 02.

No mundo atual, as reações negativas e os conflitos envolvendo imigrantes e seus descendentes evidenciam que os nativos passam a vê-los cada vez mais como uma fonte indesejável de problemas.

a) Explique o papel desempenhado pelos imigrantes nos países mais desenvolvidos da Europa Ocidental, no período entre o pós 2 Guerra e os anos 70.

b) Apresente um argumento de ordem econômica e outro étnico-cultural utilizados por aqueles que, nos países desenvolvidos, vêem, hoje, os imigrantes como indesejáveis.

2. (Ufrj)


Na passagem para o século XXI, o fundamentalismo religioso assume importância crescente. No mundo islâmico, é flagrante a influência religiosa sobre a vida social, política e cultural. Nos países católicos, como o Brasil, o México e as Filipinas, onde estão os maiores contingentes de fiéis católicos, essa influência também é sensível.
Apresente duas situações em que a influência religiosa afeta a política e a vida social nos países de religião dominantemente católica.

3. (Ufrrj) A vida econômica nas aglomerações latino-americanas apresenta características peculiares. A modernização (...), que produziu esse processo de metropolização, introduziu atividades econômicas seletivas, com índice elevado de tecnologias que não exigem grande absorção de mão-de-obra.
Ao lado desse setor, desenvolveu-se um conjunto enorme de atividades de menor porte econômico, que não dependem de avanços tecnológicos e oferecem um grande número de empregos ou ocupações. O geógrafo Milton Santos chamou esse fenômeno de circuito inferior da economia urbana (camelôs, biscateiros, pequenos prestadores de serviços).
            Adap. de OLIVA, J.; GIANSANTI, R. "Temas da geografia Mundial". São Paulo: Atual,1996, p. 133.

a) Justifique a identificação desses trabalhadores das atividades de menor porte na chamada economia informal.
b) Indique uma conseqüência decorrente do crescimento desse tipo de atividade econômica.

4. (Ufrrj) Analise a figura, leia o texto e responda.

O desempenho do Brasil no IDH de 2002, apresentado ontem pela ONU (Organização das Nações Unidas) - que coloca o país na 72 posição, estagnado em relação a 2001, suscitou uma chuva de acusações, por parte de políticos e membros do governo anterior, e um desencontro das informações sobre quem seria o responsável (o governo brasileiro ou a própria ONU) por usar estatísticas desatualizadas sobre a educação no país.
            Adap. "O GLOBO", 15 e 16 de julho de 2004.

a) O que é o IDH?
b) Que indicadores básicos a ONU leva em consideração para calcular o IDH de um país?

5. (Puc-rio) Desde a década de 1970, as transformações ocorridas na estrutura produtiva dos países mais industrializados vêm alterando a dinâmica social e econômica mundiais. Sobre essas alterações analise as afirmativas a seguir:

I - os países centrais estabelecem barreiras rigorosas aos fluxos migratórios procedentes dos países periféricos;
II - as indústrias de ponta substituem cada vez mais o aço e o cobre pelos chamados novos materiais;
III - os processos produtivos robotizados utilizam equipamentos de propósitos múltiplos e versáteis;
IV - as mudanças na organização do trabalho vão substituindo as práticas do modelo fordista/taylorista;
V - os agrupamentos de países em blocos econômicos diluem os controles territoriais dos Estados nacionais.

Assinale a alternativa correta.
a) Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.
b) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
d) Apenas as afirmativas II, IV e V estão corretas.
e) Todas as afirmativas estão corretas.

6. (Puc-rio) A taxa de crescimento populacional atual da Rússia é negativa: a população do país diminuiu em 286 mil pessoas no primeiro quadrimestre deste ano. O número de mortes no país é, em média, 70% superior ao número de nascimentos. A diminuição vem ocorrendo desde o desmantelamento da União Soviética, em 1991.

Essa situação é decorrência:
a) dos fluxos migratórios em direção à Europa Ocidental;
b) da rigorosa política de governo de controle da natalidade;
c) do aumento da mortalidade na base e no corpo da pirâmide etária;
d) do elevado número de idosos e da baixa taxa de fecundidade;
e) das mudanças ocorridas na economia do país a partir da desestruturação da União Soviética.

7. (Uerj)

(AZEVEDO, Jô et alii. "Serafina e a criança que trabalha". São Paulo: Ática, 1999.)
A eliminação do trabalho infantil é um dos principais desafios para os países em desenvolvimento, pois tem impacto direto sobre os seguintes indicadores sociais:
a) redução do índice de analfabetismo e retração da mortalidade infantil
b) aumento da taxa de escolaridade e redução do crescimento populacional
c) aumento da taxa de crescimento populacional e elevação da renda per capita
d) elevação do índice de desenvolvimento humano e aumento da taxa de fecundidade


8. (Uerj) Radiografia do século XX no seu final

Metade da população do mundo - cerca de 3 bilhões de pessoas - vive subalimentada, enquanto outros 10% sofrem graves deficiências alimentícias, totalizando 60% dos habitantes com algum tipo de problema de nutrição. De outro lado, 15% das pessoas do mundo estão superalimentadas. Alimentos não faltam, há excedentes agrícolas - conforme os critérios de mercado, não das necessidades humanas - de 15%.
            (Adaptado de SADER, Emir. In: MOCELLIN, R. e CAMARGO, R. de. "Passaporte para a História". São Paulo: Editora do Brasil, 2004.)

Com base nos dados apresentados no texto, um aspecto marcante da conjuntura macroeconômica mundial do final do século passado e início deste milênio é:
a) aumento da desigualdade social, devido ao desenvolvimento diferenciado entre os países
b) elevação das taxas do desemprego estrutural, em decorrência da concentração industrial nos países desenvolvidos
c) baixa produtividade agrícola, em função do acelerado crescimento demográfico nos países do hemisfério sul
d) distribuição desigual de alimentos, pelo esgotamento de áreas agriculturáveis nos países subdesenvolvidos

9. (Uff) Para Ana Welfort
Ana, apesar de tudo, Nova York é meu lar.
Sou fiel a este lar conquistado.
(...) mas, não nasci em Nova York.
Não passei aí a minha infância.
Não foi aí que experimentei minhas primeiras certezas.
(...) Tudo isso me vem de Havana.
(...) sou muito "habanera" para ser nova-iorquina.
E já sou muito nova-iorquina para ser
Ou me tornar, de novo, qualquer outra coisa.
            Lourdes Casal (in Mortimer e Bryce-Laporte,1981)

A mensagem contida na correspondência "Para Ana Welfort" expressa:
a) as possibilidades de mudança na identidade sociocultural do imigrante, em função da vivência em diferentes territórios
b) a flexibilização da identidade cultural, devido ao trânsito clandestino dos imigrantes latinos nos EUA
c) o enfraquecimento do nacionalismo patriótico do imigrante, em virtude da inferioridade de seu país de origem
d) a construção forçada de nova identidade cultural, pelo fato de Nova York ser uma cidade global;
e) a resistência da cultura cubana, em conseqüência da não-assimilação dos latinos na sociedade norte-americana

10. (Uerj) O nível de emprego na indústria está declinando nos países, até mesmo na China. Nas 20 maiores economias do mundo foram eliminadas 22 milhões de vagas na indústria entre 1995 e 2002, uma queda de mais de 11%. O Brasil foi o país que teve a maior redução de postos de trabalho: 20%. No Japão a queda foi de 16%, na China de 15% e nos EUA de 11%.
Há exceções. Canadá e Espanha tiveram um significativo aumento no emprego industrial no período de 1995-2000, e o México no fim dos anos 90. Apesar da queda no emprego, a produção industrial global cresceu mais de 30%.
(Adaptado de O Globo, 21/10/2003.)

A notícia acima refere-se ao crescimento do desemprego industrial no mundo, cujas causas fundamentais são:
a) aumento da produtividade industrial e realocação espacial das atividades do setor secundário
b) recessão econômica acentuada e elevação do mercado consumidor de produtos industrializados
c) desindustrialização nas velhas regiões metropolitanas e implantação de numerosos pólos de alta tecnologia
d) fuga de indústrias dos países com custos de produção elevados e implementação de políticas protecionistas no comércio internacional

GABARITO

1. a) No período entre o pós-Segunda Guerra e os anos 70, os imigrantes estrangeiros na Europa Ocidental desempenharam os seguintes papéis: mão-de-obra para a reconstrução da Europa; ocupação de postos de trabalho que exigiam pouca ou nenhuma qualificação; desempenho de funções no mercado de trabalho que não interessavam à população nativa.

b) Entre os argumentos de ordem econômica destacam-se: o aumento da concorrência por postos de trabalho entre imigrantes e nativos; pressão "para baixo" dos níveis salariais em geral; atribuição da crise do sistema previdenciário público à presença crescente de trabalhadores imigrantes informais e/ou ilegais no mercado de trabalho.

Entre os argumentos de ordem étnico-cultural destacam-se: a visão de que os imigrantes, permanecendo com os valores de seus países de origem, ameaçam os valores culturais nativos; medo de futuro predomínio numérico de outras etnias; receio de perda de hegemonia da língua nacional; conflitos de natureza religiosa.

2. Entre essas situações destacam-se: 1 - a resistência às políticas de liberação do aborto e de controle da natalidade; 2 - a resistência às pesquisas de engenharia genética, como células-tronco; 3 - a influência sobre o ensino e formação cultural; 4 - a resistência ao reconhecimento dos direitos das minorias.

3. a) São trabalhadores sem trabalho regular e sem vínculos empregatícios, desprotegidos da legislação trabalhista.

b) Fim da aposentadoria por tempo de serviço; perda do direito da licença maternidade para as mulheres.

4. a) IDH - Índice de Desenvolvimento Humano (um número que reflete as condições de três variáveis básicas para a qualidade de vida digna). O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, avalia com mais precisão as condições humanas e sociais de um país. A noção de desenvolvimento humano está ligada às condições sociais em que as pessoas vivem, ao padrão de consumo da sociedade em que estão inseridas e muitos outros fatores. O IDH procura fazer uma síntese utilizando 3 (três) indicadores básicos que refletem as condições sociais e classifica cada país numa escala que vai de 0 a 1.

b) Indicadores básicos: expectativa de vida ao nascer; escolaridade (taxa de alfabetização de adultos; taxa de matrículas nos níveis primário, secundário e superior) produto Interno Bruto per capita. (renda per capita)

5. [E]
6. [D]
7. [A]
8. [A]
9. [A]
10. [A]

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar


Criada em 2000 pelo Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), aCampanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar, é uma ação de conscientização e mobilização da sociedade brasileira para incluir na Constituição Federal um novo inciso que limite às propriedades rurais em 35 módulos fiscais. Áreas acima dos 35 módulos seriam automaticamente incorporadas ao patrimônio público.
O módulo fiscal é uma referência, estabelecida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que define a área mínima suficiente para prover o sustento de uma família de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Ele varia de região para região e é definido para cada município a partir da análise de várias regras, como por exemplo, a situação geográfica, qualidade do solo, o relevo e condições de acesso. A aprovação da emenda afetaria somente pouco mais que 50 mil proprietários de terras.
A introdução desta medida resultaria numa disponibilidade imediata de mais de 200 milhões de hectares de terra para as famílias acampadas, sem despender recursos públicos para a indenização dos proprietários. Esses recursos são hoje gastos em processos desapropriatórios e que poderiam ser empregados no apoio à infra-estrutura, ao crédito subsidiado e à assistência técnica para os assentamentos.
De acordo com os últimos dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) em 2006, no Brasil, 2,8% das propriedades rurais são latifúndios e ocupam mais da metade de extensão territorial agricultável do país (56,7%). Em contrapartida as pequenas propriedades representam 62,2% dos imóveis e ocupam apenas 7,9% da área total.
Vale lembrar que mais de 70% dos alimentos produzidos para os brasileiros provém da agricultura camponesa, uma vez que a lógica econômica agrária tem como base a exportação, principalmente da soja, da cana-de-açúcar e do eucalipto. O Brasil tem a segunda maior concentração da propriedade fundiária do planeta. 
Diante da realidade do campo, vários segmentos sociais se mobilizam para conquistar seus direitos. O papel da Campanha é exigir a obrigação do Estado em garantir esse direito à propriedade da terra a todos os brasileiros e brasileiras que dela tiram seu sustento. Além disso, a Campanha também está engajada na luta contra o agronegócio e o hidronegócio no Brasil, que destroem o meio ambiente, a biodiversidade e desabrigam milhares de trabalhadores rurais, quilombolas, indígenas e comunidades ribeirinhas.

O que o limite das propriedades rurais tem haver com os povos das cidades?

O que o limite das propriedades rurais tem haver com os povos das cidades?

A elevada concentração fundiária brasileira dá origem a relações econômicas, sociais, políticas e culturais cristalizadas em um modelo inibidor de um desenvolvimento que combine a geração de riquezas e o crescimento econômico, com justiça social e cidadania para a população rural.
          
O modelo de desenvolvimento adotado hoje para o campo que estimula o agronegócio com suas imensas monoculturas gera um crescimento econômico perverso que empobrece a maioria da população e as expulsa do campo, inchando as grandes cidades, e jogando grande parte de sua população em situações de extrema pobreza e necessidade.
Sobre este processo de urbanização, os dados do IBGE são impressionantes e demonstram que em 1890 o Brasil possuía 14 milhões de habitantes e apenas 6,8% da população vivia nas cidades, em 1900, este número aumenta para 10%, em 1940 para 23%, em 1970 para 60%, e em 2002 este número passa para mais de 80%, com mais de 50 milhões de pessoas vivendo nas regiões metropolitanas.
O efeito desta expulsão dos pobres do campo contribuiu para a consolidação de enormes latifúndios e tem impacto sem precedentes, com um enorme processo de favelização, expansão horizontal das periferias, formando um verdadeiro cinturão de miseráveis no anel periférico das cidades e regiões metropolitanas do país.

No cenário urbano vão se formando e se consolidando duas cidades divididas: uma cidade formal, com todos os bens e serviços próximos das regiões valorizadas e bem servidas de infraestrutura, e outra cidade informal, uma "não-cidade", onde as pessoas vão se virando para morar de forma improvisada e extremamente precária. Mais de 11 milhões de famílias vivem em favelas, em loteamentos irregulares e em áreas de risco.

O que é a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra? Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?

O que é a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra?

Com o objetivo de conscientizar e mobilizar a sociedade brasileira sobre a necessidade e importância de se estabelecer um limite para a propriedade da terra, no ano 2000, o Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo (FNRA), lançou a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: em defesa da reforma agrária e da soberania territorial e alimentar.
Esta campanha foi criada para acabar com a histórica concentração fundiária existente no país. É preciso estabelecer um limite para a propriedade da terra se o Brasil quiser fazer valer um dos objetivos fundamentais da república que é o de "erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais." (artigo 3º, inciso III da Constituição).

Por que limitar as propriedades de terra no Brasil?

Porque a pequena propriedade familiar:
  • Produz a maior parte dos alimentos da mesa dos brasileiros: toda a produção de hortaliças, 87% da mandioca, 70% do feijão, 46% do milho, 38% do café, 34% do arroz, 21% do trigo; 58% do leite, 59% dos suínos, 50% das aves.
  • Emprega 74,4% das pessoas ocupadas no campo (as empresas do agronegócio só empregam 25,6% do total.)
  • A cada cem hectares ocupa 15 pessoas (as empresas do agronegócio ocupam 1,7 pessoas a cada cem hectares).
  • Os estabelecimentos com até 10 hectares apresentam os maiores ganhos por hectare, R$ 3.800,00.
Enquanto a concentração de terras no latifúndio e grandes empresas:
  • Expulsa as famílias do campo, jogando-as nas favelas e áreas de risco das grandes cidades;
  • É responsável pelos conflitos e a violência no campo. Nos últimos 25 anos,
    •  1.546 trabalhadores foram assassinados e houve uma média anual de
    • 2.709 famílias expulsas de suas terras!
    • 13.815 famílias despejadas!
    • 422 pessoas presas!
    • 765 conflitos diretamente relacionados à luta pela terra!
    • 92.290 famílias envolvidas em conflitos por terra!
  • Lança mão de relações de trabalho análogas ao trabalho escravo. Em 25 anos 2.438 ocorrências de trabalho escravo foram registradas, com 163 mil trabalhadores escravizados.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Macaé conta com quase 200 mil habitantes, divulga IBGE


A população macaense que antes era de 188.787, aumentou para 194.413. Foi o que divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã de ontem (14). A data de referência do levantamento é 1º de julho e, de acordo com a estimativa, a população brasileira passou de 189.612.814 para 191.480.630 pessoas.
Para a estimativa, são consideradas as taxas de natalidade, mortalidade e migração. Os dados do IBGE consideram os 26 estados do país e o Distrito Federal. São estimadas, ao todo, as populações de 5.565 municípios brasileiros.
Segundo o IBGE, São Paulo é a cidade mais populosa do Brasil, contando com 11 milhões de habitantes. Em seguida estão Rio de Janeiro, com 6 milhões, e Salvador, com 3 milhões de pessoas. Já a cidade que tem a menor população do país é Borá, em São Paulo, com 837 habitantes.
Em Macaé, a população cresceu menos do que o esperado, que seria superior a 200 mil habitantes. Mesmo assim, o município apresentou crescimento considerável, o que contribui para o inchaço populacional. Já Rio das Ostras, município que também sofre com o inchaço populacional de pessoas que preferem morar na cidade devido ao custo de vida mais baixo, passou de 91.085 habitantes para 96.622.
A estimativa da população residente nos municípios é divulgada todos os anos, em cumprimento ao que determina a lei complementar nº 59, de 22 de dezembro de 1988, e o artigo 102 da Lei nº 8443, de 16 de julho de 1992. As estimativas são importantes para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos. O parâmetro é usado pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios.

Censo 2010

Como Macaé possui um ritmo diferenciado de crescimento populacional, o Censo 2010 vai exigir trabalho redobrado da equipe do IBGE e necessitará da participação de diversas representações municipais, entre órgãos públicos, instituições privadas e grupos da sociedade civil organizada.
Por este motivo, a equipe de gerência do IBGE no município já começou, um ano antes, a buscar auxílios para conseguir contornar o problema que está diretamente ligado ao fenômeno do inchaço populacional, a formação de comunidades e bairros que ainda não fazem parte do mapa oficial de Macaé.
Neste processo, o IBGE precisará utilizar dados coletados por uma empresa contratada para realizar o serviço de levantamento setorial da cidade, demarcando através de informações e imagens digitais, as áreas onde deverá ser realizada a contagem populacional.
No entanto, o órgão federal também necessitará do auxílio do poder executivo municipal e de outros segmentos da sociedade, afim de conseguir identificar e ter acesso a esses novos “pedaços” da cidade.
Além da equipe efetiva do IBGE, será realizado concurso público para admissão contratual temporária de mais de 300 pessoas que irão atuar como recenseadores, ou seja, agentes que irão percorrer todas as residências do município para realizar a contagem populacional. Profissionais das áreas administrativa e informática também serão contratados, através de processo seletivo, para atuar na realização do Censo 2010.


Fonte: http://www.odebateon.com.br/2008/noticias/noticia.php?id=9322, acessado em 17 de agosto de 2009.